O que é Arduíno?

O que é Arduíno?

O Arduíno é uma iniciativa de origem italiana com o objetivo de oferecer uma plataforma para a construção de protótipos eletrônicos de maneira rápida. Ele conta com uma placa que é capaz de , por meio de sensores, adquirir uma informação(um input) e a partir disso executar uma ação( output). Para que a placa faça algo é preciso mandar um conjunto de instruções ao microcontrolador na placa por meio da linguagem de programação do Arduíno baseado na wiring e o Arduino Software(IDE) baseado em Processing. Tanto o hardware quanto o software são livres. Podendo, assim, serem alterados e melhorados por toda a comunidade. Desse modo, oferecendo grande flexibilidade para aqueles que aspiram criar projetos em Arduíno.

Vamos começar! Baixe aqui o IDE do Arduino.

Este produto é bem simples. Trata-se de uma placa com dimensões variadas que pode ser utilizada para uma grande variedade de ideias na área da eletrônica. A sua alimentação e construção é bem diversificada. Ademais, foi projetada com um microcontrolador Atmel AVR. Por ser um dispositivo de qualidade e que oferece ferramentas de baixo custo, flexíveis e fáceis de utilizar contém uma linguagem de programação específica, a qual tem origem em Wiring, e é essencialmente C/C++.

Abaixo você vai encontrar em exemplos, porém muitos deles serão exposto mais adiantes.

E por que o utilizaremos?

Levando em conta que, atualmente, este é um microcontrolador muito popular, será encontrado com maior facilidade, quem sabe até mesmo em alguma loja da sua cidade. Considerando ainda, pela quantidade de pessoas que utilizam a plataforma, na internet, nos depararemos com uma maior disponibilidade de documentação. Será uma interação muito interessante!

Foi assim desde do ínicio?

Acho que não… Se liga na história! Os primeiros dispositivos Arduíno eram constituídos de uma plataforma para comunicação serial e componentes discretos que eram vendidos de forma que o comprador deveria montar o produto. O kit era composto por um microprocessador Zilog Z80, CPU  de 8 bits, Clock de 4MHz, além de 208 bits acessíveis para facilitar o trabalho do programador. A linguagem de programação utilizada era a C e Assem. A alimentação externa era estabelecida através de um plug Jack. Para complementar, o padrão para uma interface com o computador era o RS232. Após esse período, nasce a primeira placa com o nome Arduíno. Essa foi a primeira a sair com a conexão USB. Porém, ocorreu um erro no início do projeto. A pinagem do conector USB estava sendo confeccionada de forma incorreta.

A correção da pinagem foi seguida da criação do Arduíno USB 2.0. Essa versão ainda mantinha a maioria dos componentes como discretos e trazia como conversor USB serial o chip FT232BM, da FTDI.

Outro ponto curioso a ser observado nessa placa é a colocação de um jumper para a escolha do tipo de alimentação que seria escolhido. A forma de alimentação poderia ser feita por USB ou por um adaptador externo. Sendo assim, era possível elaborar e testar códigos diretamente em um computador sem a necessidade de uma alimentação externa. 

A partir disso nasce uma IDE própria para o Arduíno. Para continuar a família, os criadores resolveram inovar com o lançamento do Arduíno Extreme. Esse  que trouxe a maioria dos componentes em montagem SMD e lançou os conectores headers fêmea, que ficou conhecido como “padrão Arduíno”. Para incrementar o dispositivo,  foram colocados 2 leds, RX e TX, que ajudam na observação do tráfego entre a placa e o computador. Posteriormente, o Arduíno EXTREME V2,  uma nova versão da Arduíno Extreme, nasceu com um layout mais organizado.

Para complementar a linha, surge o Arduíno NG (Nuova Generazione). O conversor USB-SERIAL: FT232RL foi a novidade desse dispositivo. Esse conversor necessitava de uma menor quantidade de componentes externos em comparação ao FT232BM. Um LED foi colocado no pino 13 para ajudar nos projetos, porém este LED causava interferência na comunicação SPI. Até esse ponto as placas utilizavam o ATmega8 como microcontrolador, porém durante o projeto da NG o ATmega168 tomou o  lugar dobrando a capacidade de memória para 16KB. Na expectativa de resolver os problemas relacionados à comunicação SPI foi lançada a Arduíno NG REV. C. O led da placa anterior não fazia mais parte desse projeto. Apenas os pads para soldagem e um resistor de 1k em série com o conector do pino 13. Isso possibilita a acoplação de um led externo sem um resistor.

Para que o bootloader de todas as placas anteriormente citadas fosse ativado era necessário um reset externo. Isso dificultava fazer o upload do sketch para a placa. O Arduíno Diecimila foi criada a fim de resolver este problema. Esse possuía um reset baseado na comunicação serial. Dessa forma, o upload causava um bootloader automático. Alguns pontos interessantes deste produto é o fusível utilizado para a proteção do USB em caso de curto-circuito. Além disso, em seus conectores headers foi inserido um conector reset e um de 3,3V. Pra completar o dispositivo, um led conectado ao pino 13 foi inserido novamente à plataforma.

Apesar de toda inovação a fonte de alimentação da placa era estabelecida de forma manual.  O Arduíno Duemilanove chega na expectativa de resolver o problema. . A solução escolhida em 2009 foi o microcontrolador ATmega328 e a acoplação do dobro da memória anterior. Esse selecionava a fonte sem a necessidade de jumper, tinha 14 portas digitais e 06 analógicas, níveis de tensão de 3.3V e 5V protocolos de comunicação SPI, 12C e serial.

Após todo este processo a placa mais comum e utilizada foi lançada, o Arduíno UNO. A novidade ficava por conta do microcontrolador ATmega8U2 que logo em seguida foi substituída pelo ATmega16U2. Ocorreu também uma mudança na descrição das entradas e saídas para uma melhor identificação dos pinos. Algumas modificações ocorreram durante os anos: dois pinos foram acrescentados, após o conector AREF e no conector de POWER mais dois pinos após a entrada RESET ( um deles é  pino IOREF que permite a adaptação dos Shields conforme a tensão da placa).

Toda esta história continuou sendo escrita através do Arduíno Mega, Leonardo, Yun e diversos outros. Inovando cada vez mais o Arduíno busca cada vez mais em placas que fazem integração com novas tecnologias como a Internet das coisas(IoT). 

O que seria um microcontrolador?

Isso não é nada mais do que um simples computador em um chip.  Ele mistura hardware com software. A sua utilização é muito comum para sistemas embarcados. Com ele é possível desenvolver vários projetos, desde acender uma luz até acionar um motor. A utilização dele no Arduíno está relacionada especialmente ao fato de que pode preservar as essência do dispositivo. Barato e  prático para ser editado. Sendo assim, o utilizado nessa área é o Atmel. Observa como ele é. 

Legal, como funciona a placa? 

Entender como esta belezura funciona é bem simples. Tem as entradas analógicas e digitais. Essa parte é responsável por estabelecer uma conexão com dispositivos externos. Eles operam em 5V e podem receber até 40mA. A quantidade deles varia com o tipo da placa. Já para alimentação, pode ocorrer através de um cabo USB  ou de uma alimentação externa. Essa é feita através de um conector Jack onde a tensão deve variar 6V a 20V. A tensão máxima suportada pelo dispositivo é de 5V, acarretando então, em um certo cuidado por parte do projetista. Adicionando ainda, há os conectores de alimentação. Podemos separá-los em IOREF ( fornece uma tensão de referência para que shields possam selecionar o tipo de interface apropriada), RESET (pino conectado a pino de RESET do microcontrolador. Pode ser utilizado para um reset externo da placa Arduíno.), 3.3 V.  ( responsável pela tensão de 3,3V para alimentação de shield e módulos externos. Corrente máxima de 50 mA), 5 V ( ofereçe a tensão de 5 V para alimentação de shields e circuitos externos), GND ( pinos de referência, terra) e VIN ( pino para alimentar a placa através de shield ou bateria externa. Quando a placa é alimentada através do conector Jack, a tensão da fonte estará nesse pino). Além disso, os leds existentes servem para ter uma garantia de que está tudo funcionando bem. Finalizando, temos o microcontrolador que falamos anteriormente.

Quais são os tipos de Arduíno?

Há diversos tipos no mercado. Tanto originais quanto clonados. Vamos abordar neste curso apenas os mais principais. Trazendo informações específicas que facilitem o uso de cada um.

Pro Mini

Modelo mais compacto entre os populares. Mede apenas 33 x 17,8 x 6mm. Tem um tamanho um pouco maior do que um polegar humano. Utiliza o Microcontrolador Atmega328. Por este fato, ele pode ser utilizado juntamente com as bibliotecas contidas no Arduíno Uno.

A sua maior limitação é a dificuldade em ser utilizado com periféricos. A sua aplicabilidade é mais comum em pequenos projetos. A sua alimentação fica por conta de 3.3V ou 5V. Esta placa contém 14 pinos de entrada/saida digitais,  6 saídas analógicas e um botão de reset.

Arduíno Duemilanove

Este tipo de Arduíno é baseado no microcontrolador ATmega168 ou o ATmega328. A sua alimentação pode ser muito bem efetuada através de um cabo USB ou uma bateria externa. A sua pinagem é constituída através de 14 pinos digitais de entrada/saída e 6 pinos de saída analógicos. A sua tensão é em torno de 5v.

Arduíno Nano

Este dispositivo é muito utilizado para ideias que façam uso da Protoboard. Os pinos na parte inferior proporcionam um encaixe que facilita as aplicações. É baseado no ATmega328P. O seu tamanho é de 45 x 18 mm e a tensão é a mesma que o Arduíno Pro Mini . O seu funcionamento é parecido com o do Arduíno Duemilanove.

Arduíno Uno

Este é o queridinho da família Arduíno. A sua fácil aplicabilidade e capacidade de utilização atrai os olhares. As característica que fazem com que ganhe essa fama é processador ATMEGA328, 14 portas digitais, sendo que 6 delas podem ser usadas como saidas PWM, e 6 portas analógicas. A alimentação pode vir da conexão USB ou do conector para alimentação externa. Há mais duas versões( acompanhada de um soquete e com a versão SMD). A primeira delas proporciona a troca do microcontrolador em caso de danos. A tensão suportada é a de 5V.

 Arduíno Lilypad

A principal intenção desta placa é a de proporcionar uma integração entre a indústria têxtil e a tecnologia. Por ter apenas 0,8mm de espessura e 50mm de diâmetro pode ser implantada em roupas e diversos produtos de moda. O microcontrolador utilizado é o mesmo do Arduíno Uno. Há 4 versões, LilyPad, LilyPad USB, LilyPad Simples e LilyPad SimpleSnap.

Arduíno Mega

O tamanho deste modelo supera o de todos da família. Projetos com diversos periféricos, sensores e conexões geralmente usam este dispositivo.Tem mais de 50 portas digitais. Dentre elas há 20 que podem ter 7 utilizadas como PWM e 12 como portas analógicas. O microcontrolador é o ATmega32u4. Esta placa também possui clock de 16 Mhz e conexão para alimentação externa.

Arduíno Esplora

O grande diferencial deste produto é a sua aparência similar a de um videogame e os diversos dispositivos colocados em sua estrutura.  Nessa placa vem embutido um buzzer, um joystick, um potenciômetro deslizante, um sensor de temperatura, um acelerômetro, um led RGB, um sensor de luz (LDR), 4 push-buttons, um microfone e um soquete para tela LCD. A sua usabilidade é ideal para usuários que não conhecem muito sobre a montagem de placas e circuitos, pois boa parte dos elementos já vem implantada. Baseado no Arduíno Leonardo, utiliza o microcontrolador Atmega32U4, com clock de 16 Mhz e 32 KB de memória (4K usados pelo bootloader). Possui 2 conectores de 3 pinos, para conexão de módulos adicionais. A conexão com o microcomputador utiliza cabo micro-usb. Também pode ser utilizado como mouse ou teclado.

 Arduíno Due

Este é o primeiro modelo baseado em um microcontrolador ARM de 32 bits e 512 Kb de memória totalmente disponível para programas/aplicações. O bootloader já vem gravado de fábrica em uma memória ROM dedicada

Possui 54 portas digitais, das quais 12 podem ser usadas como PWM, e 12 portas analógicas. Possui também 4 chips controladores de portas seriais, conexão USB e conector para alimentação externa.

Uma das suas limitações é o uso de shields. A maioria dos modelos disponíveis no mercado trabalham a 5V, mas as portas portas do Arduíno Due trabalham apenas com 3.3V. Pode ser facilmente conectado com um dispositivo USB.

Arduíno Mega 2560

Este dispositivo conta com 54 portas digitais, dessas 15 são PWM, além de 15 portas analógicas. O microcontrolador utilizado é o Atmega2560.Quando trata-se de memória ele é constituído de 256kb. A tensão de alimentação é de 7-12V e a de trabalho é de 5V.

Assim como o Arduíno Mega, é indicado para grandes projetos que demandam a necessidade de mais portas e uma memória mais elaborada para a programação. Mesmo custando o dobro do valor do Arduíno Uno, o seu uso por iniciantes é de grande valia. O fácil manuseio e o armazenamento facilitam o trabalho com códigos extensos.  A  sua comunicação pode ser feita via USB.

Arduíno Mega ADK

A sua estrutura interna é similar ao do Arduíno 2560. A grande diferença é a capacidade de integração com o Android. Há duas portas de conexão USB. Uma para a alimentação e outra para dispositivos Android. Uma grande facilidade é o uso do Google ADK. Com ele você pode promover grandes projetos para a troca de informações entre o Android e o Arduíno. Além disso, possui uma conexão ICSP, facilitando a programação direta através do protocolo serial SPI.

Arduíno Tre

Este produto é considerado o “top de linha” e é comparado por muitos com o Raspberry Pi. Ele é baseado no processador da Texas Instrumente e o  Sitara AM3359AZCZ100 (ARM Cortex-A8) de 1 GHz com nada menos que 512 MB de memória RAM DDR3. Ainda para complementar, contém saída de som, saída HDMI, USB Host e mais alguns dispositivos.

O seu microcontrolador é baseado no Atmel ATmega32u4. Contém 23 pinos digitais de entrada / saída (lógica 3.3V), dos quais 4 podem ser usados como saídas PWM. Caso tenha necessidade, há também o   Networking Ethernet 10/100 e uma  entrada de MicroSD card. Nele também é possível rodar o Linux.

Arduíno Mini

Este modelo acrescenta a linha dos compactos. O seu microcontrolador é o ATmega328. Há 14 pinos digitais de entrada / saída ( dos quais 6 oferecem saída PWM e 8 entradas analógicas).  A sua programação pode ser feita através de um adaptador USB de série ou outro USB ou RS232 para adaptador serial TTL . Esta placa não pode ser alimentada com mais de 9V. Ele possui também um botão reset.

Arduíno Micro

Esta é uma versão constituída de uma conexão para micro USB. A sua estrutura interna é composta de um conector ICSP e um botão reset. O seu manuseio é facilitado com a oportunidade de conectar um cabo micro USB no computador. Ele usa o chip ATmega32u4. Esse contém uma comunicação USB integrada o que dispensa o uso de um processador secundário. Como há 170 pontos furo, pode ser facilmente colocado a uma mini protoboard. A sua estruturação conta com 20 portas digitais (I/O), dos quais 7 podem ser usadas como saída PWM e 12 como entrada analógica, além de um  cristal oscilador de 16Mhz.

 Arduíno Fio

O grande diferencial deste dispositivo é a sua usabilidade para aplicações sem fio, a possibilidade de uma conexão para baterias de polímero, um circuito de recarga USB e um conector para Xbee no inferior da placa. Ele é baseado no microcontrolador ATmega328P, que possui 14 pinos digitais de entrada / saída ( dos quais 6 oferecem saída PWM e 8 entradas analógicas). O Arduíno Fio é dotado de um botão de reset e furos para montagem de pinos. A sua programação é dada por um conversor  USB-Serial, visto que a porta USB é utilizada apenas para carregar baterias de Lipo. No que tange a capacidade, ele contém  32KB de memória e clock de 8MHz.

Arduíno Robot

Este é a grande inovação dos dispositivos. É o único que já vem com rodas e é constituído de dois processadores. Cada roda conta com uma placa para que o seu controle seja efetivo e direto. Para isso, há um processador para cada lado. Uma é direcionada para os motores e a placa de controle lê os sensores e decide como operar. Os dois microcontroladores são baseados no ATmega32u4 . A sua estruturação é baseada na ideia de muitos pinos mapeados para sensores e controladores de motor. A sua programação é semelhante ao processo com o Arduíno Micro. Ambos os processadores tem embutido a comunicação do Arduíno Leonardo. Há um alto falante, um display de LCD colorido, um Leitor de cartão SD, um teclado de 5 teclas, um compartimento da bateria AA 4 alcalinas ou NiMH recarregáveis, e sensores IR, além de outros dispositivos. A sua alimentação é baseada na tensão de 5V.

Arduíno Ethernet

O Arduíno Ethernet tem o funcionamento baseado no network Ethernet. O seus pinos 10, 11, 12 e 13 são reservados exclusivamente para a interface com o módulo Ethernet. O seu microcontrolador  é o mesmo do Arduíno Mini. Ele  tem 14 pinos digitais de entrada/saída, 6 entradas analógicas, um cristal oscilador de 16MHz, um conector RJ45, um conector de alimentação, um conector ICSP e um botão de reset. Como os seus pinos direcionados para Ethernet reduz o número de pinos disponíveis para 9 e com 4 saídas para PWM. Além disso, é possível utilizar o Ethernet Controller Integrado W5100 TCP / IP e uma entrada para MicroSD card.

Acho que não… Se liga na história! Os primeiros dispositivos Arduíno eram constituídos de uma plataforma para comunicação serial e componentes discretos que eram vendidos de forma que o comprador deveria montar o produto. O kit era composto por um microprocessador Zilog Z80, CPU  de 8 bits, Clock de 4MHz, além de 208 bits acessíveis para facilitar o trabalho do programador. A linguagem de programação utilizada era a C e Assem. A alimentação externa era estabelecida através de um plug Jack. Para complementar, o padrão para uma interface com o computador era o RS232. Após esse período, nasce a primeira placa com o nome Arduíno. Essa foi a primeira a sair com a conexão USB. Porém, ocorreu um erro no início do projeto. A pinagem do conector USB estava sendo confeccionada de forma incorreta.

A correção da pinagem foi seguida da criação do Arduíno USB 2.0. Essa versão ainda mantinha a maioria dos componentes como discretos e trazia como conversor USB serial o chip FT232BM, da FTDI.

Outro ponto curioso a ser observado nessa placa é a colocação de um jumper para a escolha do tipo de alimentação que seria escolhido. A forma de alimentação poderia ser feita por USB ou por um adaptador externo. Sendo assim, era possível elaborar e testar códigos diretamente em um computador sem a necessidade de uma alimentação externa. 

A partir disso nasce uma IDE própria para o Arduíno. Para continuar a família, os criadores resolveram inovar com o lançamento do Arduíno Extreme. Esse  que trouxe a maioria dos componentes em montagem SMD e lançou os conectores headers fêmea, que ficou conhecido como “padrão Arduíno”. Para incrementar o dispositivo,  foram colocados 2 leds, RX e TX, que ajudam na observação do tráfego entre a placa e o computador. Posteriormente, o Arduíno EXTREME V2,  uma nova versão da Arduíno Extreme, nasceu com um layout mais organizado.

Para complementar a linha, surge o Arduíno NG (Nuova Generazione). O conversor USB-SERIAL: FT232RL foi a novidade desse dispositivo. Esse conversor necessitava de uma menor quantidade de componentes externos em comparação ao FT232BM. Um LED foi colocado no pino 13 para ajudar nos projetos, porém este LED causava interferência na comunicação SPI. Até esse ponto as placas utilizavam o ATmega8 como microcontrolador, porém durante o projeto da NG o ATmega168 tomou o  lugar dobrando a capacidade de memória para 16KB. Na expectativa de resolver os problemas relacionados à comunicação SPI foi lançada a Arduíno NG REV. C. O led da placa anterior não fazia mais parte desse projeto. Apenas os pads para soldagem e um resistor de 1k em série com o conector do pino 13. Isso possibilita a acoplação de um led externo sem um resistor.

Para que o bootloader de todas as placas anteriormente citadas fosse ativado era necessário um reset externo. Isso dificultava fazer o upload do sketch para a placa. O Arduíno Diecimila foi criada a fim de resolver este problema. Esse possuía um reset baseado na comunicação serial. Dessa forma, o upload causava um bootloader automático. Alguns pontos interessantes deste produto é o fusível utilizado para a proteção do USB em caso de curto-circuito. Além disso, em seus conectores headers foi inserido um conector reset e um de 3,3V. Pra completar o dispositivo, um led conectado ao pino 13 foi inserido novamente à plataforma.

Apesar de toda inovação a fonte de alimentação da placa era estabelecida de forma manual.  O Arduíno Duemilanove chega na expectativa de resolver o problema. . A solução escolhida em 2009 foi o microcontrolador ATmega328 e a acoplação do dobro da memória anterior. Esse selecionava a fonte sem a necessidade de jumper, tinha 14 portas digitais e 06 analógicas, níveis de tensão de 3.3V e 5V protocolos de comunicação SPI, 12C e serial.

Após todo este processo a placa mais comum e utilizada foi lançada, o Arduíno UNO. A novidade ficava por conta do microcontrolador ATmega8U2 que logo em seguida foi substituída pelo ATmega16U2. Ocorreu também uma mudança na descrição das entradas e saídas para uma melhor identificação dos pinos. Algumas modificações ocorreram durante os anos: dois pinos foram acrescentados, após o conector AREF e no conector de POWER mais dois pinos após a entrada RESET ( um deles é  pino IOREF que permite a adaptação dos Shields conforme a tensão da placa).

Toda esta história continuou sendo escrita através do Arduíno Mega, Leonardo, Yun e diversos outros. Inovando cada vez mais o Arduíno busca cada vez mais em placas que fazem integração com novas tecnologias como a Internet das coisas(IoT). 

Me conta mais da comunidade? 

Tendo por objetivo estimular a criação de software livre, a plataforma está sendo muito utilizada por programadores e engenheiros para fazer com que projetos de pequeno, médio e grande porte tornem-se realidade. Teses de doutorado e mestrado, criação de robôs seguidores de linha, controle do consumo de energia e  de água são exemplos do que está sendo realizado. Para dar apoio para este público, no site do Arduíno é possível encontrar um fórum no qual há discussões sobre como é possível acrescentar mais para os dispositivos e pequenos tutoriais de introdução ao Arduíno.  Na mesma plataforma há material direcionado para grandes empresas que buscam dispositivos que otimize a produção de larga escala.

 Software livre? Hardware livre? Conte ai o que é isso!

O Software livre é um movimento com o objetivo de retirar os empecilhos que os softwares de hoje em dia impõe aos seus usuários. O software do Arduíno, por exemplo, é livre para ser executado como você deseja. Para qualquer propósito, pode ser alterado, estudado e adaptado. Tornando-o flexível ao uso e em um caminho perpétuo de evolução. Desta forma, pode ser distribuído para outra pessoa irrestritamente e facilitar a distribuição de novas versões de qualquer programador. A ideia geral desse movimento é lidar com softwares proprietários que acabam criando uma certa desigualdade por manter os seus códigos restritos, acarretando assim no aumento do poder de alguns desenvolvedores em detrimento de outros e criando um ambiente onde regras não podem ser discutidas. O hardware livre segue uma lógica similar, porém, em vez de um código aberto para todos, proporciona os seus diagramas esquemáticos, lista de componentes, layout de placa e outras informações relacionadas ao hardware sejam disponibilizados. Dando fim ao pensamento de que trabalhar com produtos tecnológicos é apenas para os chamados “nerds”.

Prototipação e Arduíno, o que tem a ver? 

Protótipo vem do grego “protos” que significa primeiro. O primeiro modelo, o original. A síntese de todos os conhecimentos que você aprendeu até aquele momento em uma única representação física das suas ideias. Isso é um protótipo e é isso que faremos ao longo dessa jornada. De grão em grão criaremos juntos um robô competitivo. Nós mostraremos a vocês qual o nosso modelo, o nosso protótipo e vocês poderão fazer alteração e liberar a sua criatividade com a base sólida que forneceremos. Vocês conseguem!    

Saindo de Hardware livre e tendo em mente como isso funciona podemos entender mais a fundo o que o Arduíno procura proporcionar. Sendo uma plataforma para projetos (protótipos) que podem ser compartilhados com uma comunidade e melhorados com o passar do tempo, esse tipo de plataforma representa a capacidade de união dos seres humanos em sua mais pura forma. A nossa capacidade em ajudar aqueles que necessitam de ensinamentos e a daqueles que estão começando em criar novas ideias ajudando os mais experientes ilustram o cenário. Tudo isso torna o Arduino um dos grandes centros da prototipagem no mundo. Eles oferecem instrumentos baratos com informações facilmente disponíveis esperando para serem exploradas. 

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